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quinta-feira, 29 de junho de 2017

SÓ QUEM É MÃE SABE...


(Por: Daniela Uejo) Que ser mãe é lindo e doloroso ao mesmo tempo...
Lindo porque o sorriso e o abraço deles nos acalmam sempre... A simplicidade com que resolvem nossos problemas é muito fofa. O carinho que recebemos quando estamos doentes e precisamos deles, é algo imprescindível. É lindo porque eles mudam completamente o nosso mundo. Porque nos tornam pessoas melhores.


É lindo porque a brincadeira acalma nossa alma. Naquele momento é como se todos os problemas fossem pequenos e o mais importante é recarregar minha arminha de jato de água. Rs. É lindo porque ao dar tudo de nós, imaginamos que eles serão as melhores pessoas do mundo e não precisam ter nossos defeitos. Só precisam ter a soma das nossas qualidades...(Obviamente nos enganamos, pois são o nosso espelho por um tempo, depois moldam seu próprio caráter). É lindo criar um mundo diferente para eles.


É doloroso ter que deixá-lo para trabalhar ou querer sair do mundo corporativo por ele, e saber que qualquer dessas decisões poderá causar arrependimento. Se ficarmos em casa poderemos não ter meios suficientes de lhes custear a educação necessária para uma vida digna nesse país. Se trabalhamos e temos que deixá-lo com alguém, ou colocá-lo em uma creche ou escola, sua educação primordial será dada por outras pessoas, que podem ter convicções bem diferentes das nossas...


É doloroso ter que repreender e educá-los principalmente nos finais de semana, quando deveríamos somente dar-lhes carinho, brincar e nos divertirmos com eles. Mas ser pai e mãe é além, se não educamos agora, lá na frente o arrependimento virá.


Há também a dor de ter cuidados excessivos e ser taxada de louca por pensar que alguém possa lhes fazer mal, isso às vezes requer passar por cima de muita coisa e aprender a não confiar plenamente em mais ninguém. A sensação de impotência no sentido da proteção materna é como dilacerar o corpo e alma por completo.


É doloroso arrancar nossas asas, nossa liberdade, para dar lhes. Impedimo-nos de tantas e tantas coisas por eles. Abdicamo-nos de sonhos e objetivos por eles. É quase incompreensível essa superproteção que nos invade. Só quem é mãe compreende que para cada dor, há centenas de motivos para nos alegrar. Somente porque existem. Somente porque doam suas inseguranças e medos para que resolvamos, seja acendendo a luz, seja segurando suas mãozinhas, seja colocando uma capa de super-heroínas, seja pensando neles a todo tempo, seja orando de joelhos por suas vidas. 


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